terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Carnaval Cultural Barreirense




Descobri nesse ano que amo carnaval. Não o carnaval ópio, hipnótico, adestrador.

Tive a honra de, pela primeira vez, participar do bloco Netos de Momo, um dos mais tradicionais de Barreiras. Reúne há 28 anos pessoas de todas as idades e promove a festa mais pacífica e divertida que já vi na minha curta vida. O tema desse ano foi Navegação – Embarque nessa folia, e o palco da Landulfo Alves teve até uma carranca feita pelo artista Rondinelle. O Bloco fez a concentração na casa de Hamiltom Pamplona, como de costume, e também paradas em 12 casas que serviam comida e bebida gratuita para os foliões – geralmente caldo, pra agüentar o tranco. Percorremos as ruas do Centro Histórico e finalizamos na Praça Landulfo Alves, com a banda Angical tocando as famosas marchinhas que embalam nossos carnavais há décadas, comandada pelo Maestro Ló. O clima de amizade, de respeito e o ar de tradição (vá lá, tivemos algumas inovações nas fantasias) me fizeram amar ainda mais a cidade de Barreiras e me sentir mais filha dessa terra. O Bloco Netos de Momo reúne as famílias mais antigas, e como sempre escutei mamãe falando nomes e mais nomes, histórias e mais histórias de quando morava lá, foi como ver a ilustração de um livro que me fora contado por toda a vida. Uma delícia.

 




O carnaval começou com o cortejo de barcos conduzindo o Rei Momo, a Rainha e as Princesas pelo Rio Grande até a Landulfo Alves, lembrando das embarcações que aportavam no cais no início de Barreiras. Os blocos tradicionais começaram a desfilar a partir daí: Idade Viva, Maluco Beleza, Bloco dos Bonecões (ótimos!!). Nos outros dias vimos também o Bloco da Rôla, Nega Maluca, além das apresentações do grupo infantil Maria Pimenta, o Boi Jaú de Angical, Maculelê e Karatê. Hoje estarão passando os blocos Mordomia, as Baianas, as Panteras, as Casadas, Nega Maluca e novamente os Bonecões, que animou todos os dias do Carnaval Cultural.

Ufa. Até cansei.



Posso reclamar de muita coisa aqui de Barreiras, mas esse Carnaval superou todas as minhas expectativas. Perfeito.

Aqui vai a única foto que me lembro ter tirado nesse carnaval. Pelo menos é a única que chegou até minhas mãos. Não fui fantasiada, mas meu querido amigo Diego disse que só faltou o chapéu pra ficar igual ao Willy Wonka. 



Agora é esperar 2011, com ansiedade e desejo. Aceito idéias para as fantasias (a do Diego já está anotada).

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Randesmar - O Bacieiro dos Rios


Randesmar nasceu no dia 30 de março de 1963, em Barreiras, um ano antes do Golpe Militar.  Filho de Thomaz Alves da Silva e Dona Normezina Veira da Silva, Randes desde cedo demonstrou o talento com o desenho e a música. É criação dele o desenho da bandeira de Barreiras: faz alusão à bandeira da Bahia com as cores vermelha, azul e branca; traz no centro um triângulo amarelo que traz a figura de um grão de soja e um barco com um pescador; acima da figura, o lema PRESERVAR, TRABALHAR E COLHER.

Seu trabalho é voltado para temas ecológicos, onde vemos o cerrado retratado e, principamente, os rios de Barreiras. Também encontramos temas sociais, como o quadro "A mulher e o homem em busca dos seus direitos". Destaque para a coleção "Bacieiro das Águas", feita com bacias de alumínio retorcidas encontradas na beira do rio. Abaixo segue alguns de seus trabalhos:

 
Equilíbrio do Ecossistema: dois peixes saltando para
comer o caju.  

Técnica: bacia de alumínio retorcida, encontrada na beira do rio.
Coleção Bacieiro das Águas. 2006.

 

  

  
Gamela

 
A mulher e o homem em busca dos seus direitos

 
Rosa Luxemburgo


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Exposição de Artes plásticas do pintor Inácio Cordeiro está sendo realizado no Palácio das Artes




Texto Vera Lúcia Rocha | Foto Ronaldo Carvalho - Fonte www.barreiras.ba.gov.br


Com o objetivo de resgatar e valorizar os artistas da região, a prefeitura de Barreiras, através do departamento de Cultura está realizando no Palácio das Artes, desde o dia 14, uma exposição de Artes Plásticas do artista Inácio Cordeiro. O projeto de exposição se estenderá até o final do mês de janeiro, com horário de visita das 8 às 22h.

“Além de valorizar nossos artistas, a exposição contribuirá para o movimento artístico de Barreiras, buscando sua identidade no âmbito local, estadual e nacional. Inácio é uma das pessoas que está marcando o Oeste baiano com sua determinação artística e seu potencial” explicou o coordenador do departamento de cultura, João Bosco Fernandes.

O evento busca também oportunizar e repensar o mundo através da arte, aprofundando o trabalho e as linguagens artísticas e a fornecer subsídios para a compreensão do papel da arte e da cultura na sociedade atual.

BIOGRAFIA - Nascido na cidade de São Desidério no Oeste da Bahia, distante 890 Km de Salvador, Inácio Cordeiro mudou para Goiânia no início da década de 80, onde trabalhou e aprimorou sua veia artística tornando-se pintor publicitário, ao mesmo tempo em que observava diretamente artistas plásticos consagrados como Omar Souto, Antônio Poteiro e Runy Silva (a sua grande incentivadora).

Um jovem artista, amadurecido pelas contingências da vida, já passou por várias fases, pois suas obras ratificam o seu amor por São Desidério e Barreiras: o Rio, o Cais, o Centro Cultural, a Igreja do Nosso Senhor São João Batista, o Velho Mercado com som do Bar do Vieirinha, algumas telas retratam o lado Boêmio do artista: Copo, Taça, Garrafa, Violão, Mesa de Bar, Quase sempre tendo como plano de fundo a imagem feminina, reverenciando as musas reais e imaginárias que povoam o nosso imaginário. A natureza também se sente homenageada, pois algumas em telas, lá estão os rios, cachoeiras, grutas e pássaros da região.

Gênese - José Inácio Vieira de Melo

Esse é o poema Gênese, de José Inácio Vieira de Melo , recitado pelo ator alagoano Chico de Assis, com ilustrações do artista plástico baiano Juraci Dórea e sonoplastia de Wagner Lima. A edição de vídeo feita por Vitor Nascimento Sá, poeta e recitador do Grupo Concriz, de Maracá. Esse poema faz parte do livro "A Infância do Centauro", que tenho autografado (nananá-ná!!!). Aproveitem!


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Jovens Escritores - Ary Santos

A vida boêmia nos permite uma gama de sensações e conhecimentos incríveis. Horário para voltar inexiste; um violão e boa música sao fatores necessários para uma boa noite de sono; boas companhias sempre aparecem. Boas companhias.
E caminhando com esse povo boêmio foi que encontrei Ary Santos, poeta de Ibotirama. Tive a honra de escutá-lo recitando suas poesias, e para mostrar a beleza de suas palavras e seu talento, aqui vai um aperitivo de sua obra.



Descaminho do século

Cacos partidos de nada,
Fixo estilhaço na estrada,
Pontas de telha quebrada,
Beijo de boca calada,
Caminhos trilhados na madrugada,
Trilha rompida e parada,
Eco rasgado em revoada,
Tacos batidos no nada,
Risco estraçalhado na estrada,
Ponto de partida falada,
Desejo de lua calada,
Descaminho na madrugada,
Ilha perdida e parada,
Século louco em revoada,
Século pouco em disparada.

Reconquista


Uma luz que se acende,
Um olhar que intriga,
Um desejo que reage,
Uma vontade que se cala,
Uma mão que se desliza,
Um sussurro que desmancha,
Um arrepio que domina,
Um abraço que convida,
 
Um beijo que seduz, 
Uma paixão que se atrai!


Uma luz que apaga,
Um olhar que se perde,
Um desejo que devora,
Uma vontade que ataca,
Uma mão que se perde,
Um sussurro que excita,
Um arrepio que declara,
Um abraço que contagia,
Um beijo que sela,
Uma paixão que se refaz!


O primeiro texto foi publicado na Antologia de Poetas Brasileiros, volume 53, e o segundo texto foi publicado na antologia "Os mais belos poemas de amor", Edição de 2009.

Clarice Lispector em sua última entrevista

Essa é a última entrevista com Clarice Lispector dada ao jornalista Junio Lerner para o programa Panorama em 1977, sendo publicada posteriormente na revista Shalom, nº 296, v.2, 1992.

Intrudução:

De minha sala na redação de "Panorama" até o saguão dos estúdios tenho que percorrer cerca de 150 metros. Estou tão aturdido com a possibilidade de entrevistá-la que mal consigo me organizar naquela curta caminhada... Talvez falar sobre A paixão segundo G.H... Ou quem sabe sobre A maçã no escuro e Perto do coração selvagem... Vou recordando o que Clarice escreveu. Será que li tudo? Em apenas cinco minutos consegui um estúdio para entrevistá-la. São quatro de quinze da tarde e disponho de apenas meia hora... às cinco entra ao vivo o programa infantil e quinze minutos antes terei de desocupar o Estúdio B... Estou correndo e antes mesmo de vê-la a pressão do tempo começa a me massacrar. Não terei condições de preparar nada antes, nem mesmo conversar um pouco. Não poderei sequer tentar criar um clima adequado para a entrevista... Eu odeio a TV brasileira!... Só meia hora para ouvir Clarice... O pessoal da técnica foi novamente generoso e se empenhou para conseguir essa brecha... Olho o relógio, não cosigo me organizar, estou correndo, olho novamente o relógio. Estou desconcertado, atinjo o saguão dos estúdios e a vejo ali, dez metros adiante, Clarice de pé ao lado de uma amiga, perdida no meio do vai-vem dos cenários desmontados, de diversos equpamentos e de técnicos que falam alto, no meio de um grande alvoroço.

Paro diante dela, estou um pouco ofegante, estendo-lhe a mão e sou atravessado pelo olhar mais desprotegido que um ser humano pode lançar a um semelhante... Ela é frágil, ela é tímida, e eu não tenho condições para explicar que o problema do tempo elevou meus níveis de ansiedade. Clarice me apresenta Olga Borelli (ela não sabe que eu sei, sua melhor amiga), entramos e a conduzo ao centro do pequeno estúdio. Peço para que ela sente numa poltrona de couro de tonalidade café-com-leite. Clarice segua apenas um maço de Hollywood e uma caixa de fósforos, providencio um cinzeiro, os refletores malditos são ligados. Clarice me olha, o setor técnico envia pelos alto-falantes o sinal agudo de mil ciclos. o olhar de Clarice me interroga, só disponho de uma única câmera, o olhar de Clarice suplica, Olga se ajeita numa lateral escurecida, chega Miriam, a estagiária do programa e fica encolhida e calada., o calor rstá ficando insuportável e o ar-condicionado não está ajustado, são apenas quatro e vinte, Clarice tenta me dizer alguma coisa mas não falo com ela, preocupado em ajustar uma questão de iluminação, o hálito da fornalha já nos atinge a todos, devemos ter agora no estúdio uns 50 ou 60 graus, maldita TV, bendita TV do terceiro mundo que me possibilita estar agora frente a frente com ela, Clarice me olha melindrosa, assustada e seu olhar me pede para que a tranquilize...

"OK, Juliooooo... tudo pronto", a voz metálica vem da caixa dos alto-falantes. Peço a toda equipe para sair, cabo-man, iluminador, assistente de estúdio, agradeço, Clarice percebe que caiu numa arapuca e já não há como voltar atrás, peço silêncio total e depois de uns dez segundos ecoa um "gravandoooo"...

Silêncio. Olga e Mirian na parte escura de um dos lados, Moacir escondido atrás da câmera, eu me posiciono ao lado da câmera para não aparecer, a fim de que o público não descubra minha impiedosa cara-de-pau e... Clarice. Solitária, no centro do estúdio...Não conversamos antes e disponho apenasde 23 minutos... Estou completamente desconcertado, fico um minuto em silêncio fitando Clarice. Estou oco, vazio, não sei o que dizer... Clarice me olha curiosa mas vigilante, defendida... Sou o senhor do castelo e - prepotente - guardo comigo a chave desta prisão... Ninguém pode entrar ou sair sem meu expresso consentimento. Todos devem se submeter à minha autoritária vontade.

Não sabes, Clarice... Te conheci agora porém te conheço há muito tempo... Te amo, te respeito e no entanto agora começo a te invadir. A fornalha arde, meu coração dispara, minha boca está seca e debaixo destes tirânicos mil sóis sou o maior dos tiranos. Começa a entrevista. (pequena biografia) A entrevista avança. Seus olhos azuis-oceânicos revelam solidão e tristeza. Quero mergulhar, por vezes consigo... Clarice está nua, não perdão, Clarice agora está encapotada, ela se deixa agarrar mas logo escapa, e volta, e me pega, e me sugere o longe o não-dizível, depois se cala... E quando nada mais espero, ela volta a falar... Faço uma antientrevista, pausas, silêncios, Clarice agora está fugindo para uma galáxia inabitada e inatingível, mas volta em seguida e, tolerante, suporta toda a minha limitação.

Acho que ela vai se levantar a qualquer instante e me dizer: "Chega!" Clarice pressente que por trás de meu sorriso aparentemente compreensivo e de minha fala suave esconde-se um ser diabólico autodenominado "repórter" e que quer possuir sua intimidade. Seu corpo exprime receios, ela me afasta mas de novo me atrai, suas pernas se cruzam e se descruzam sem parar e telegrafam que de repente ela poderá se levantar e partir.

Entrevista:





terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Gatos Pardos



Escrevi esse texto há muito tempo. Encontrei-o relendo escritos antigos e achei por bem colocá-lo aqui...


Era fascinada pela rua. Pessoas tão diferentes, coisas tão diferentes, diferentes movimentos. Clap clap dos sapatos das mulheres, correria de crianças mal-vestidas, homens mal-humorados sorrindo no celular. Cada ser que passava em sua frente era um novo mundo, quase uma América de tão complexo. Mas era fulgaz; não se teorizavam, não se desmembravam para mostrar sua essência, não contavam sua história, não diziam “oi”. Apenas corriam de um lado pro outro, cada qual na sua bolha imaginária. Mas ela era menina boa, inteligente, cheia de imaginação.

Sentava na Praça das Corujas (porque Praça das Corujas, se todas as faixas penduradas falam Praça Castro Alves?) e criava uma história para cada passante. Havia um velhinho, muito bonitinho e tradicional, do tipo apoiado numa bengala, camisa branca fechada até em cima, sandália de couro aberta e costas em arco. Ele caminhava sempre na praça. Ela imaginava coisas exorbitantes sobre o velhinho: seria um militante vermelho, igual dos jornais antigos do pai dela, que conhecia homens fugidos da polícia e teria apanhado nas delegacias? Seria muito triste, por que agora ele caminha e se senta sozinho numa das janelas de vidro do Palácio das Artes. E se fosse tudo isso, deveria ter uma dezena de pessoas querendo saber como foi sua aventura. Mas não há ninguém.

Havia também um senhor que parecia com o pai dela quando não estava trabalhando: usava óculos redondos, tinha o cabelo meio cinza, meio preto, numa cor que ela não sabia definir; usava camisas de manga, calça cortada no alfaiate e sapatos sempre marrons. Marrom é uma cor estranha. Por que será que ele sempre usava sapatos marrons? Como ele sentava sempre no mesmo banco, com um braço estendido no encosto, pernas cruzadas, ela imaginou que talvez esperasse alguém. Uma dama com quem ele teria se correspondido por vários anos, até resolverem se encontrar. Mas se havia uma dama, porque ele estava sozinho? Talvez ela tenha morrido antes de chegar no dia marcado e ele não soubesse. Por isso voltava sempre à mesma hora, na esperança que ela chegasse, como combinado. Era uma história triste para inventar para alguém, mas era a única coisa que ela imaginava para ele.

Gostava dos grupos de homens que jogavam dados. Eram barulhentos, e apostavam dinheiro (um ou dois reais). Ela nunca entendeu o jogo de dados, apesar de observar bem. Eram vários tipos de homens: negros, brancos, bem-vestidos, esfarrapados... Era engraçado vê-los ali, tão diferentes e tão unidos! Não era igual na empresa do pai, quando ia lá almoçar. Havia um restaurante embaixo, e numa mesa sentava só quem tinha terno e na outra mesa sentava os que usavam macacão. Era triste, as pessoas olhavam de cabeça baixa enquanto outras falavam no celular e tentavam comer ao mesmo tempo. Ela preferia a rua, a praça. Todo mundo ficava junto e fazia barulho.

Tanta gente passava pela rua! Tanta coisa acontecia! E ela continuava caminhando, observando como eram as pessoas, as coisas, o tempo, imaginando vidas. E sem saber, fazia o que muitos perderam a capacidade de fazer: olhar para o outro e aceitá-lo. Porque na medida em que vamos crescendo, nos ensinam a negar as pessoas. Ela se sentia triste algumas vezes porque só ela conseguia ver certas coisas que os outros não conseguiam. Enquanto ela via o sorriso grande e verdadeiro, os outros viam deboche e cinismo. Onde ela via beleza e contraste, os outros viam mal-gosto. Onde ela via vida nova, os outros viam morte. Mas não importava. Era só caminhar um pouco e começar a imaginar, que até a rabugice alheia se tornava interessante.

Vinicius Azzolin Lena - Nova Ortografia

Fuçando a Internet atrás de informações dos poetas de nossa terra, encontro esse poema de Vinicius Azzolin Lena, escrito de acordo com a nova ortografia. Aliás, o nome é este. Sinto-me como ele...rs


Nova Ortografia

Devo aguentar esta pinoia
pra não parecer debiloide?
E mesmo que sinta enjoo
não entrarei em paranoia?

Pra não bancar o anti-histórico
entrarei em autoescola
farei autoapendizagem.
Ideia que muito me amola.

E num esforço sobre-humano
traçarei uma semirreta.
E com força de um vice-rei
um anti-ibérico então serei
Tranquilo, bilíngue e... poeta?


Vinicius Azzolin Lena
Barreiras-BA, 09-01-2009




Jornalista - Editor do jornal Nova Fronteira de Barreiras BA. Membro efetivo da Academia Barreirense de Letras. Livros publicados: "Traçando Barreiras" (Histórica). No prelo: "Pequenas Histórias" - Contos, e "Reflexos" (Poesias)

A primeira edição de Alice no Espelho é vendida por US$115 mil

LOS ANGELES (Reuters) - A primeira edição do clássico de Lewis Carroll "Alice no Espelho", dedicada à verdadeira Alice que inspirou a história, foi vendida em um leilão nos Estados Unidos por 115 mil dólares, disseram os leiloeiros.



O livro, a sequência de "Alice no País das Maravilhas", foi publicado em 1871.

 Em 1862, quando tinha 10 anos de idade, Alice Liddell fez um piquenique com seu vizinho, o matemático de Oxford Charles Dodgson, que escrevia sob o pseudônimo literário de Lewis Carroll. Este contou a ela uma história que mais tarde se tornaria o clássico da literatura infantil "Alice no País das Maravilhas". Os dois romances foram inspirados em Alice Liddell. A edição vendida teria sido presenteada a ela por Carroll.

domingo, 7 de fevereiro de 2010