terça-feira, 27 de setembro de 2011

Dispersos III

Vontade de mergulhar num rio, perder os relógios.
Vontade de lavar as almas que tenho, uma por uma,
tirando o ranço de realidade de cada uma.
Deixar o verde, verde,
o branco, branco,
o azul, azul.
Colorir as almas, deixá-las leves
e depois partir num sonho qualquer,
encontrar outros tempos,
outras lendas diferentes.
Ouvir as histórias dos outros,
novas fábulas -
porque as minhas, coitadas,
já estão surradas.
Vou inventar uma nova mitologia,
uma totalmente minha,
onde os deuses são bons
e os sacrifícios, desnecessários.
A regra nos templos é ser feliz.
Que mais nos falta?