Em meus curtos vinte anos,
nenhum beija-flor entrou por minha janela.
Meu jardim, bem cuidado e cheiroso
não recebe casais apaixonados.
Girassóis desbotam nos cantos;
carecem de um Sol para acompanhar.
Se as rosas ainda prosperam
é porque se riem da efemeridade
de sua própria risada.
Só jasmins gritam seu cheiro
no entardecer mole e escuro
desse Jardim de Esperas,
enquanto um balanço
– sozinho –
dança uma cantiga de roda
cantada pelo vento que,
dia após dia,
se cansa
de soprar.
Ótimo, muito gostoso de ler.
ResponderExcluirMuito lindo!
ResponderExcluirGrande Lála, aquele balanço solitário no Jardim de Esperas, à mercê do vento, tá muito bem colocado. A poesia é muito boa: uma única imagem, às vezes, resume todos os sentimentos.
ResponderExcluirÓtimo poema.
ResponderExcluirEscuta, tô aqui igual a Becket, esperando, esperando... Um novo jardim, vai vir?
ResponderExcluire entao vc me manda ler seu blog..
ResponderExcluiraiai, vc sabe bem como caprichosamente enervar minha objetividade e dar força a minha subjetividade.