E caminhando com esse povo boêmio foi que encontrei Ary Santos, poeta de Ibotirama. Tive a honra de escutá-lo recitando suas poesias, e para mostrar a beleza de suas palavras e seu talento, aqui vai um aperitivo de sua obra.
Descaminho do século
Cacos partidos de nada,
Fixo estilhaço na estrada,
Pontas de telha quebrada,
Beijo de boca calada,
Caminhos trilhados na madrugada,
Trilha rompida e parada,
Eco rasgado em revoada,
Tacos batidos no nada,
Risco estraçalhado na estrada,
Ponto de partida falada,
Desejo de lua calada,
Descaminho na madrugada,
Ilha perdida e parada,
Século louco em revoada,
Século pouco em disparada.
Fixo estilhaço na estrada,
Pontas de telha quebrada,
Beijo de boca calada,
Caminhos trilhados na madrugada,
Trilha rompida e parada,
Eco rasgado em revoada,
Tacos batidos no nada,
Risco estraçalhado na estrada,
Ponto de partida falada,
Desejo de lua calada,
Descaminho na madrugada,
Ilha perdida e parada,
Século louco em revoada,
Século pouco em disparada.
Reconquista
Uma luz que se acende,
Um olhar que intriga,
Um desejo que reage,
Uma vontade que se cala,
Uma mão que se desliza,
Um sussurro que desmancha,
Um arrepio que domina,
Um abraço que convida,
Um olhar que intriga,
Um desejo que reage,
Uma vontade que se cala,
Uma mão que se desliza,
Um sussurro que desmancha,
Um arrepio que domina,
Um abraço que convida,
Um beijo que seduz,
Uma paixão que se atrai!
Uma luz que apaga,
Um olhar que se perde,
Um desejo que devora,
Uma vontade que ataca,
Uma mão que se perde,
Um sussurro que excita,
Um arrepio que declara,
Um abraço que contagia,
Um beijo que sela,
Uma paixão que se refaz!
O primeiro texto foi publicado na Antologia de Poetas Brasileiros, volume 53, e o segundo texto foi publicado na antologia "Os mais belos poemas de amor", Edição de 2009.

a boemia é uma bosta
ResponderExcluira bosta é uma boemia...
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