terça-feira, 27 de setembro de 2011

Dispersos III

Vontade de mergulhar num rio, perder os relógios.
Vontade de lavar as almas que tenho, uma por uma,
tirando o ranço de realidade de cada uma.
Deixar o verde, verde,
o branco, branco,
o azul, azul.
Colorir as almas, deixá-las leves
e depois partir num sonho qualquer,
encontrar outros tempos,
outras lendas diferentes.
Ouvir as histórias dos outros,
novas fábulas -
porque as minhas, coitadas,
já estão surradas.
Vou inventar uma nova mitologia,
uma totalmente minha,
onde os deuses são bons
e os sacrifícios, desnecessários.
A regra nos templos é ser feliz.
Que mais nos falta?

4 comentários:

  1. ... para que possamos partir e experimentar sem pré-conceitos.


    beijo moça

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  2. "Ouvir as histórias dos outros,
    novas fábulas -
    porque as minhas, coitadas,
    já estão surradas."

    Surradez que ganha contornos épicos aos olhos de outras pessoas. Basta um ângulo diferente de luz.

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  3. Se vc tivesse nascido em outras eras esperançosas, seria uma rosa, de luxemburgo.

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  4. Oi meu nome é Adriana Também sou estudante de Letras UNEB Barreiras,e também gosto de escrever.
    Gostei muto dos seus poemas já estou te seguindo, se vc seguir o Fenix ficarei muito feliz bjs . Feliz 2012!

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Quebre o silêncio!