sábado, 16 de janeiro de 2010

Das profundezas, clamava...

De um poço escuro seu amor saía
E águas negras me banharam toda!
Em cada gesto, intensa dor sentia:
Pendiam cordas; inflamadas bodas.

Nas finas cordas um pescoço havia
E corvos loucos se espalhavam! Fogo...
Uma cabeça sem olhos descria
Que um anjo vinha devolver-lhe o corpo.

Amor assim é que eu conheci:
Pender na morte enquanto tu vivias...
Um paladar que agora não existe,

Uma imagem que eu não percebia.
Amor assim é que eu conheci...
Pender na morte enquanto tu vivias!

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