sexta-feira, 19 de março de 2010

Balada das Sete Horas

Quando eu pensava nos relógios
– passavam-se as horas –
num sofá de algum lugar:
casa café cabaré
os relógios me sorriam canções
tão distantes e rígidas...
Ás vezes eu podia tocá-las!
Um Danúbio Azul,
um Lago dos Cisnes
ou apenas sinos opacos
graves no seu badalar.

Passavam-se as horas.
Os sofás se iam.
As canções – eternas?
Não. Havia outras.
Mas os relógios...
Os relógios e eu.
Eu, sempre pensando neles.
Eles, sempre sorrindo canções.

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